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Não te Limites.

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Numa cidade onde não vive ninguém, ouve-se um sussurro.  Gostes ou não a desilusão esta-te a lamber neste preciso momento. Leva com ela todo os teus desejos. Ficas vazio.  Um fazer sem direcção, é o que me apetece neste momento. Já não tenho barco.Tenho que ir a nado até à outra margem. Se houver margem. O erro é um rio onde não existe margem de um dos lados. Tende para infinito quando está na mão dos seres humanos. O que digo  agora, está dessincronizado com o que sinto. As sereias deixaram de existir quando começaram a existir enlatados. As redes não fazem distinção. Se as redes não distinguem o bom do mau. A única distinção que fazem é do tamanho. No final de contas, o que realmente conta é o tamanho. O tamanho da conta bancária, o tamanho das futilidades que a maioria ostenta e que deslumbra quem não tem nada para se deslumbrar.  Será que a rede também separa imaginações pequenas das grandes. Será que existe imaginações pequenas. Será que a imaginação por si só já é intrinsecamente grande. A minha imaginação não a apanham nada rede, ela é esguia, consegue safar-se com facilidade, pelo menos foi assim que eu imaginei. Tenho que ter cuidado para não ficar preso na minha própria rede…

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