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Não te Limites.

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De tão pobre que estou por dentro, que já não apresento reflexos. Engano que perdura tempo de mais. Eu tento convencer-me com coisas que nunca existiram, quando abro o coração vejo que afinal, nada sei. O problema é esse, nada saber sobre nada. E quando um mundo me apresenta tanta coisa, como é que  eu consigo digerir tanta informação?  Projectei ideias, não passaram disso. Projectei sentimentos, afinal não passaram do papel. Pensei que estava pronto, afinal não estava. Pensei que era eu, afinal não era. Quando pensei que não era, afinal já o era. Já me é tão difícil fascinar por algo ou por alguém. Quando o faço, apenas colho desilusões. Pretensões que pretendem demasiado de quem nunca teve nada. O mal e o bem não são assim tão diferentes. O mal é verdadeiro, o bem é demasiado efémero, habitam na mesma divisão.  Frustrações que não consigo ultrapassar, a fasquia está demasiado elevada para mim, ali fico no chão, à espera de algo que nunca acontece. Esperar pelo nada talvez seja a minha única virtude. Tantas maneiras de enganar, tento todas, e nenhuma seduz. Quero novas sensações, acabo por provar antigas, apenas têm um novo rótulo. 

Vou continuar a seguir-me, pode ser que ainda tenho algo de interessante para me dizer, se não, contento-me de um silêncio verdadeiro. Podia ter sido tudo, o nevoeiro não me deixa ver para além do pouco que vi. Vejo coisas repetidas. Não concordo com o que sinto, mas ele não concorda comigo. O sentimento tem vontade própria, mais do que alguma vez poderei almejar, guiou-me. Agora estou em contra-mão, continuo guiado, prestes a cair num penhasco…

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