Não te Limites.
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Apetece-me começar de novo. Mas para isso tenho que acabar o que estou a fazer. Era preciso saber o que estou a fazer. Se não sei, não posso dizer que acabou. Pode acabar comigo, aquilo, aquele, que existiu, que é fantasia, que é mutável, mas que quer dizer sempre a mesma coisa, eu. Eu que me transformo, ficando sempre no mesmo, estou eclodindo pensares que nunca tinha tido. Navego em céus de olhos fechados, ao calor de estrelas, que eu posso chamar pelo nome. Fazem-me rir, elas não acham graça. Quero fazer tanta coisa, acabo por não fazer nada. Aceito, mesmo não sabendo o quê. Só me preocupo com coisas que não fazem sentido, as outras exigem demasiado de mim. Os outros, não são mais que toxinas para mim, e para o meu cérebro cansado de pensamentos em segunda mão. Acho que esperei tempo demais. E agora só me apetece dizer, o nada por vezes diz tanta coisa.
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