Não te Limites.
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Sinto que falho cada vez com maior perfeição. Nas escolhas que fiz por ti, senti, ainda sinto,coração intermitente, que agora ama, agora sofre. Eras tu, quem eu queria, na vida, em sonhos. Preso a ti sentia-me livre, agora livre, sinto-me acorrentando a um mundo que não me pertence. Não sei se me acomodo com esta nova condição, se me condiciono pensando sentires de laboratório. Pouca eficácia a demonstrar o que sentia, pesa-me , verga-me e no entretanto, dou por mim em pensar no depois e como ele não faz sentido nenhum sem ti. Disse-te de mil e uma maneiras como gosto de ti, para mim és a mulher mais intensa que passou na minha vida. Inventei palavras para te satisfazer, ainda assim não chegou, escrevi um livro dedicado a ti, e sobretudo ao que sentia por ti, ainda assim não chegou…
Talvez seja demasiado pouco para me dar alguém, talvez seja um nada com um pouco de personalidade onde por vezes eclodem sentimentos que tomei como meus. Tenho dúvidas, sobre tudo, menos sobre o que sentia por ti. Tantas e tantas vezes, escrevo a palavra sinto que por pareço que a banalizei. Pensava em ti, com a mesma frequência do bater de asas de um colibri. Dilemas que existiam dentro de mim, optei, errei. Estes pensamentos flácidos, não me deixam prosseguir para o que há de vir. Um capítulo prestes a acabar, não sei se o entendi, mas não quero voltar atrás para relê-lo. Encontro a certeza num próximo. A incerteza pode ser aliciante. Será que têm a chave de um coração que por vezes penso que já não me obedece ? Eu mudei a fechadura entretanto, ainda assim, espero que me abram o coração e que me livrem desta prisão que eu próprio construí.
Apetecia-me fugir, mas não sei para onde. Assim sendo fico aqui, à espera que tu fujas de mim. Dei-me demasiado, fiquei ao escuro, sem histórias para contar, permaneço quieto à espera de um nada que não tardará. Podiámos ter feito tudo…
Ainda assim não chegou…
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